EM AUDIÊNCIA PÚBLICA, FINANÇAS APRESENTA BALANÇO DE 2016 E RESPONDE PERGUNTAS
SEPLAF- 24-02-2017
Parte da população rio-pedrense vem se manifestando nas redes sociais, clamando por uma auditoria detalhada das dÃvidas herdadas pela atual gestão. Alguns bradam por justiça, querem ver alguém na cadeia. Enchem as páginas de grupos de debates com questionamentos, mas na oportunidade que têm para tirar dúvidas e buscar informações concretas, não apareceram.
Nesta quarta-feira (22), a Câmara de Vereadores abriu as portas para receber a audiência pública da Secretaria de Finanças com o propósito de apresentar o balanço financeiro do terceiro quadrimestre de 2016. Apenas 28 pessoas acompanharam a apresentação, incluindo funcionários do Legislativo e Executivo. O prefeito Carlos Defavari assistiu a audiência ao lado dos vereadores Carlos Sicca, Leandro Penatti, Dr. Fernando, Edison Marconato, Nabuco e Canela. Lideranças sociais como o ex-vereador Maurinho Ceará também estiveram presentes.
O secretário de Finanças, Ewerton Clemente, apresentou balanços financeiros, execução orçamentária, números da dÃvida do municÃpio, entre outros. “Durante os últimos quatro anos a dÃvida do municÃpio aumentou em R$ 24,5 milhões. Contudo, essas são as dÃvidas registradas. Muitos outros débitos não foram registrados, mas já temos conhecimento para programar a execução fiscal do atual exercÃcio. De acordo com a estimativa que fizemos, a dÃvida do municÃpio hoje, incluindo Receita Federal e FGTS, pode chegar a R$ 80 milhõesâ€, explicou Clemente.
Todo o levantamento feito faz parte também de uma auditoria interna promovida pelo Executivo, com o propósito de detalhar as dÃvidas e equilibrar o orçamento. Julgar e punir em caso de irregularidades administrativas cabe ao Judiciário e Poder Legislativo.
Os próximos passos da auditoria já foram dados. O prefeito Carlos Defavari decretou a constituição de uma Comissão Especial, composta por 10 membros, para averiguar nos próximos 30 dias (prorrogáveis pelo mesmo perÃodo), várias irregularidades nas contas públicas deixadas pelas antigas gestões. Os trabalhos incluem o levantamento da existência a possibilidade da ocorrência de despesas constituÃdas nos mandatos anteriores sem prévio empenho ou não empenhadas por não existir recursos para seu pagamento, e também, restos a pagar deixados sem recurso financeiro necessário para seu pagamento. Além disso, a comissão analisará a responsabilidade constitucional do MunicÃpio de dar continuidade aos serviços essenciais aos cidadãos, mesmo com restrições financeiras herdadas das últimas gestões.
“A criação da comissão faz parte do processo de auditoria. Os resultados serão encaminhados aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas cabÃveis. Nosso esforço é para colocar o municÃpio novamente em equilÃbrio fiscal e financeiroâ€, encerrou Ewerton Clemente.
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