MEIO AMBIENTE NOTIFICA 130 PROPRIETÃRIOS DE TERRENOS IRREGULARES
SESAU- 06-09-2017
O Departamento de Meio Ambiente notificou, neste ano, 130 proprietários de terrenos cujas áreas estavam irregulares. Entre as notificações, mato alto, entulho e incêndio. Algumas das irregularidades foram identificadas por meio de denúncias e, a maior parte, por intermédio da Operação Lote Limpo. “Nós estamos notificando todos que deixaram seus terrenos malcuidados. Também notificamos o proprietário que não conservar uma calçada transitável, o que também é previsto na legislação municipal. Caso o dono do terreno, depois de notificado, não corte o mato, limpe a área e arrume a calçada, a Prefeitura poderá fazer o serviço e repassar o custo com acréscimo de 20% do valorâ€, explica Murilo Merloto, diretor de Meio Ambiente.
Um dos perigos provenientes de terrenos com mato alto e/ou entulho é a procriação de escorpiões. As altas temperaturas favorecem o surgimento desses aracnÃdeos. Em 2016, em Rio das Pedras foram registrados quatro casos de picadas por escorpiões, sendo dois em cada semestre. Devido a idade das vÃtimas (que varia entre 27 e 74 anos), não ocorreram óbitos.
Neste ano não foram registrados incidentes em Rio das Pedras, mas na região houve crianças morreram após serem picadas por escorpiões. Embora a cidade não tenha soro antiescorpiônico, os casos são rapidamente encaminhados para Capivari, referência em casos de animais peçonhentos.
Embora não haja casos de picadas, o Departamento de Meio Ambiente e a Secretaria da Saúde buscam alertar a população para que esse número se mantenha em zero. Por isso, fazem alguns alertas:
Os escorpiões se adaptam facilmente aos grandes centros urbanos (De acordo com o Ministério da Saúde, 62,2% dos acidentes ocorreram na zona urbana). As áreas de maior risco são os cemitérios, além de áreas próximas a terrenos baldios e margens de rios e córregos. Os locais do corpo onde mais ocorrem picadas são os dedos das mãos e os pés (23,9% e 21,5%, respectivamente). A maioria dos acidentes escorpiônicos é considerada leve (83,8%), não sendo indicada soroterapia nesses casos (em 17,7% dos acidentes houve administração de soroterapia; em 76,3% não houve).
Em Rio das Pedras, a espécie mais encontrada é o amarelo (Tityus serrulatus). Ela representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no paÃs, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano.
Como não há nenhum inseticida especÃfico para eliminar escorpiões, o Departamento de Meio Ambiente orienta que a melhor forma de se proteger é:
- vedar a residência, mantendo fechados ralos, soleiras de portas e janelas utilizando telas, por exemplo;
- vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
- afastar as camas das paredes;
- verificar toalhas, roupas, cobertas, cortinas e sapatos antes de utilizá-los;
- usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;
- manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros;
- limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas;
- combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins;
- preservar predadores naturais como corujas, sapos, lagartixas e galinhas;
- não deixar entulho e lixo doméstico expostos.
Os escorpiões se escondem em locais úmidos e escuros, como entulhos, tapetes, pias e tanques, além de túmulos dos cemitérios e margens de rio.
Em caso de picada, deve-se lavar o local apenas com água ou com água e sabão, hidratar a vÃtima com goles d'água, elevar o local afetado e levar a vÃtima imediatamente ao pronto-socorro mais próximo. Não se deve cortar ou furar o local da picada, nem fazer torniquete.
Os principais sintomas a uma picada são:
- dor local imediata e de intensidade variável, podendo irradiar-se até a raiz dos membros;
- hiperemia e edema discreto, piloereção, sudorese e frialdade podem estar presentes no local ou em todo o membro atingido;
- durante alguns dias pode permanecer no local da inoculação hiperestesia ou parestesia;
- de forma sistêmica pode ocorrer midrÃase, arritmia cardÃaca, taquicardia, hipertensão arterial, edema agudo de pulmão, insuficiência cardÃaca e choque. A descarga adrenérgica leva à hiperglicemia e leucocitose e contribui também para a hipopotassemia. A descarga colinérgica provoca miose, bradicardia, arritmias, hipotensão arterial, aumento das secreções lacrimal, nasal, salivar, pancreática, gástrica, brônquica, sudorÃpara, tremores, piloereção, espasmos musculares, contribuindo para o aumento da amilase sanguÃnea.
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