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SAUDE CHEGA A GASTAR R$ 100 MIL POR MÊS EM MEDICAMENTOS

A Secretaria da Saúde tem investido muito na compra e distribuição de medicamentos. Em média, por mês, são gastos cerca de R$ 100 mil para a compra de remédios, além dos que fazem parte da Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), Remume (Relação Municipal de Medicamentos), relação de medicamentos fornecidos pela Farmácia de Alto Custo e medicamentos entregues pelas Farmácias Populares.


Para evitar o desperdício de recursos financeiros sem deixar de fornecer medicamentos, a Pasta tem buscado esclarecer os critérios para a distribuição. Dr. Marcílio Coelho, secretário da Saúde, conta que por um longo período a entrega de remédios era feita sem qualquer controle. “De modo geral no Brasil, os gestores criaram a cultura da distribuição de medicamentos fora dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, muitas vezes entregando os itens para um paciente e não para outro por simples afinidade e, pasmem, até por interesses políticos. Para nós da administração, todos os cidadãos são iguais e merecem a mesma atenção. Quando não se tem critérios, ocorrem os excessos, desperdícios e corre o risco de desassistir quem mais precisa. Por isso, a Secretaria da Saúde busca seguir critérios para melhor atender a população em situação de vulnerabilidade, que não tem condições para comprar o medicamento”, destacou Dr. Marcílio Coelho.


Em alguns casos já ocorridos em Rio das Pedras, o paciente passa por consulta médica junto ao plano de saúde ou de forma particular, recebe a receita de medicamentos que não fazem parte de relações estabelecidas pelo Ministério da Saúde, que são caros, e exigem que o município forneça. 


“A distribuição de fraldas não é obrigatória perante a legislação. Por isso, se o recurso é limitado, vamos priorizar o atendimento através de estudo socioeconômico daqueles que mais precisam. Já recebemos denúncia até de venda de fraldas recebidas do município, por isso a necessidade dos critérios”, explicou o secretário da Saúde.


Estabelecida pelo Ministério da Saúde, a Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) tem o propósito de selecionar e padronizar os medicamentos indicados para atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). Atualizada a cada dois anos, a lista de medicamentos visa atender as necessidades de saúde prioritárias da população a nível nacional. 


A Remume (Relação Municipal de Medicamentos) tem como objetivo atender as particularidades de cada região. No caso de Rio das Pedras, por exemplo, a meta é disponibilizar medicamentos mais seguros e eficazes, voltados para as necessidades da população, racionalizar e otimizar custos dos recursos financeiros disponíveis, possibilitar maior eficiência no gerenciamento do ciclo logístico da Assistência Farmacêutica, contribuir com a promoção do uso racional de medicamentos, uniformizar condutas terapêuticas disciplinando seu uso e favorecer ações de farmacovigilância.


Por meio da Farmácia de Alto Custo ou do Programa Dose Certa, o Governo do Estado fornece ao município medicamentos que não estão na Rename ou na Remume. São produzidos mais de 65 medicamentos pela FURP (Fundação para o Remédio Popular), laboratório oficial do Governo Estadual, entre antibióticos, antiretrovirais, anti-hipertensivos, dermatológicos, imunossupressor, diuréticos, medicamentos para transplantados, controle da Diabete, tratamento de transtornos mentais, tuberculose, hanseníase, entre outros. “Recebemos remessas trimestrais do Governo do Estado. Contudo, por vezes, alguns medicamentos não chegam conforme nossa solicitação. Então cobramos para que os pacientes rio-pedrenses sejam atendidos o mais breve possível”, explicou Isabel Soave, farmacêutica responsável da Atenção Básica.


Outro programa do SUS que beneficia aos pacientes é o Farmácia Popular. Seu objetivo é oferecer à população mais uma alternativa de acesso aos medicamentos considerados essenciais. São oferecidos medicamentos gratuitos para hipertensão (pressão alta), diabetes e asma, além de medicamentos com até 90% de desconto indicados para dislipidemia (colesterol alto), rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Farmácias e drogarias comerciais que fazem parte do programa estão identificadas com os dizeres “Aqui tem Farmácia Popular”.


Mesmo diante de tantas opções para obter medicamentos, em alguns casos é preciso recorrer a Justiça para conseguir determinados tipos de medicamentos que não estão contemplados na Rename, Remume, Farmácia de Alto Custo ou Farmácia Popular.

Autoria: Alex Calmon
Fonte: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto:
Postada em : 29/03/2018