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MEIO AMBIENTE NOTIFICA 130 PROPRIETÁRIOS DE TERRENOS IRREGULARES

O Departamento de Meio Ambiente notificou, neste ano, 130 proprietários de terrenos cujas áreas estavam irregulares. Entre as notificações, mato alto, entulho e incêndio. Algumas das irregularidades foram identificadas por meio de denúncias e, a maior parte, por intermédio da Operação Lote Limpo. “Nós estamos notificando todos que deixaram seus terrenos malcuidados. Também notificamos o proprietário que não conservar uma calçada transitável, o que também é previsto na legislação municipal. Caso o dono do terreno, depois de notificado, não corte o mato, limpe a área e arrume a calçada, a Prefeitura poderá fazer o serviço e repassar o custo com acréscimo de 20% do valor”, explica Murilo Merloto, diretor de Meio Ambiente.


Um dos perigos provenientes de terrenos com mato alto e/ou entulho é a procriação de escorpiões. As altas temperaturas favorecem o surgimento desses aracnídeos. Em 2016, em Rio das Pedras foram registrados quatro casos de picadas por escorpiões, sendo dois em cada semestre. Devido a idade das vítimas (que varia entre 27 e 74 anos), não ocorreram óbitos.


Neste ano não foram registrados incidentes em Rio das Pedras, mas na região houve crianças morreram após serem picadas por escorpiões. Embora a cidade não tenha soro antiescorpiônico, os casos são rapidamente encaminhados para Capivari, referência em casos de animais peçonhentos.


Embora não haja casos de picadas, o Departamento de Meio Ambiente e a Secretaria da Saúde buscam alertar a população para que esse número se mantenha em zero. Por isso, fazem alguns alertas:


Os escorpiões se adaptam facilmente aos grandes centros urbanos (De acordo com o Ministério da Saúde, 62,2% dos acidentes ocorreram na zona urbana). As áreas de maior risco são os cemitérios, além de áreas próximas a terrenos baldios e margens de rios e córregos. Os locais do corpo onde mais ocorrem picadas são os dedos das mãos e os pés (23,9% e 21,5%, respectivamente). A maioria dos acidentes escorpiônicos é considerada leve (83,8%), não sendo indicada soroterapia nesses casos (em 17,7% dos acidentes houve administração de soroterapia; em 76,3% não houve).


Em Rio das Pedras, a espécie mais encontrada é o amarelo (Tityus serrulatus). Ela representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano.


Como não há nenhum inseticida específico para eliminar escorpiões, o Departamento de Meio Ambiente orienta que a melhor forma de se proteger é:


- vedar a residência, mantendo fechados ralos, soleiras de portas e janelas utilizando telas, por exemplo;


- vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;


- afastar as camas das paredes;


- verificar toalhas, roupas, cobertas, cortinas e sapatos antes de utilizá-los;


- usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;


- manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros;


- limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas;


- combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins;


- preservar predadores naturais como corujas, sapos, lagartixas e galinhas;


- não deixar entulho e lixo doméstico expostos.


Os escorpiões se escondem em locais úmidos e escuros, como entulhos, tapetes, pias e tanques, além de túmulos dos cemitérios e margens de rio.


Em caso de picada, deve-se lavar o local apenas com água ou com água e sabão, hidratar a vítima com goles d'água, elevar o local afetado e levar a vítima imediatamente ao pronto-socorro mais próximo. Não se deve cortar ou furar o local da picada, nem fazer torniquete.


Os principais sintomas a uma picada são:


- dor local imediata e de intensidade variável, podendo irradiar-se até a raiz dos membros;


- hiperemia e edema discreto, piloereção, sudorese e frialdade podem estar presentes no local ou em todo o membro atingido;


- durante alguns dias pode permanecer no local da inoculação hiperestesia ou parestesia;


- de forma sistêmica pode ocorrer midríase, arritmia cardíaca, taquicardia, hipertensão arterial, edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca e choque. A descarga adrenérgica leva à hiperglicemia e leucocitose e contribui também para a hipopotassemia. A descarga colinérgica provoca miose, bradicardia, arritmias, hipotensão arterial, aumento das secreções lacrimal, nasal, salivar, pancreática, gástrica, brônquica, sudorípara, tremores, piloereção, espasmos musculares, contribuindo para o aumento da amilase sanguínea.

Autoria: Alex Calmon
Fonte: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto:
Postada em : 06/09/2017

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