Notícias Recentes



“SEM A INTERVENÇÃO DO PREFEITO O HOSPITAL TERIA FECHADO”, AFIRMA ADMINISTRADOR

Segundo informações de Afrânio Emílio Carvalho e Silva, administrador do Hospital São Vicente de Paulo, se não fosse a intervenção do prefeito Carlos Defavari a instituição seria fechada. De acordo com Afrânio Silva, em 2016 a Prefeitura atrasou o repasse financeiro referente ao convênio firmado para atendimento de urgência e emergência. Algumas especialidades foram suspensas e o hospital chegou a fechar as portas.


“Após as eleições, antes mesmo de tomar posse, o prefeito Carlos Defavari procurou a administração do hospital e garantiu que os débitos seriam pagos. A dívida de R$ 1,5 milhão foi parcelada e está sendo paga”, contou Silva. Contudo, quitar os débitos não seria suficiente para manter o hospital atendendo. Na forma que estava formalizado o convênio, além de estar irregular perante o Ministério da Saúde, estava deixando o hospital no negativo.


Desde 2014 sem correção nos valores recebidos, a administração da instituição apresentou ao Executivo documento manifestando o interesse de encerrar o convênio e, por consequência, as atividades no hospital. Para manter os atendimentos na maternidade e ortopedia foi solicitado um novo contrato com repasse mensal passando de R$ 467 mil para mais de R$ 800 mil. Depois de muita negociação, se chegou ao contrato com repasse de R$ 525 mil contemplando atendimentos de especialidades, urgências e emergências, internações e exames, totalizando mais de 12 mil serviços por mês. O contrato prevê também o atendimento ambulatorial de pediatria com 600 crianças e 60 cirurgias eletivas por mês. Além disso, o contrato poderá ser revisto a cada três meses, com readequação nos atendimentos conforme a demanda.


De acordo com o administrador do hospital, o corte nos serviços de maternidade e ortopedia se deu pelo elevado custo. “A manutenção do materno/ infantil é o mais caro atualmente. Precisamos contar com três médicos especialistas, além da equipe de enfermagem e insumos para um número pequeno de procedimentos. Na ortopedia surgiram subespecialidades, com médicos para cada região do corpo. O déficit mensal do hospital era de R$ 200 mil por mês. Se não fosse a negociação com o prefeito, o hospital tinha fechado. Se não fosse o parcelamento dos débitos e a reformulação do contrato, o hospital tinha fechado”, afirmou Afrânio Silva.


A decisão por realizar a troca de procedimentos com Piracicaba se deu pela melhor estrutura oferecida pela cidade vizinha, com um corpo clínico maior e melhores equipamentos. Rio das Pedras disponibilizará cirurgias eletivas nas especialidades de pediatria, otorrinolaringologista, ginecologia e clínica geral. Em contrapartida, Piracicaba irá realizar partos e atender casos ortopédicos de baixa e média complexidade. Antes mesmo da troca de serviços Piracicaba já atendia os casos de alta complexidade de Rio das Pedras, como partos de risco e cirurgias ortopédicas.


“Não haverá custo nenhum para os municípios, será uma troca de serviços. A realização das cirurgias aumentará o movimento do hospital, que terá maior aporte financeiro pelo SUS”, disse o administrador do hospital, que participou das negociações entre os prefeitos e secretarias da saúde.


O atendimento de atenção básica continuará sendo feito em Rio das Pedras. As mães farão o pré-natal, cursos para gestantes e exames no Centro Médico de Especialidades ou na UBS São Pedro. Caso entre em trabalho de parto, a mãe receberá o primeiro atendimento no Pronto Socorro do Hospital São Vicente de Paulo. O mesmo ocorre para casos ortopédicos, onde o paciente deverá passar primeiro no Pronto Socorro rio-pedrense e não ir direto ao COT (Centro de Ortopedia e Traumatologia) de Piracicaba. Caso haja necessidade de transferência, os pacientes serão levados de ambulância.


“Piracicaba já absorvia a maior parte dos partos de Rio das Pedras. Neste ano Piracicaba diminuiu o número de vagas para a região. Rio das Pedras teria que assumir partos de risco sem contar com UTI e o suporte necessário. Por isso foi tão necessária a troca de serviços, que não terá custos ao município”, detalhou Inês Guizo Petrini, secretária da Saúde. Quanto ao registro dos nascidos, de acordo com a Medida Provisória 776/17, a naturalidade poderá ser do município em que ocorreu o nascimento (Piracicaba) ou do município de residência da mãe (Rio das Pedras), ficando a critério da família.


“Em ortopedia tínhamos vários casos parados, aguardando vaga em Piracicaba. Rio das Pedras tinha que assumir os casos de baixa e média complexidade, mas não há respaldo estrutural suficiente. Piracicaba fechou as portas para esses casos. Um paciente ficou quase um mês esperando por uma cirurgia. Agora, com o convênio, se houver a necessidade de espera, será de até três dias”, completou Inês Guizo Petrini lembrando que em média apenas sete casos ortopédicos por mês precisam de atendimento especializado.


“Rio das Pedras ainda não tem condições de arcar com os custos de maternidade e ortopedia. Foi feito o melhor para a população rio-pedrense, uma necessidade para o hospital não fechar as portas”, finalizou a secretária da Saúde.

Autoria: Alex Calmon
Fonte: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto:
Postada em : 23/08/2017

Voltar